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segunda-feira, 23 de julho de 2012

O senhor das panelinhas


Fazia tempo que eu não escrevia (aqui, nesse blog).



Caminhando, perdidos. O tempo, que tempo?
Construindo e vivendo realidades ou queimando elas e vivendo ilusões, a gente segue olhando pro céu noturno sem entender nada, ou achando que a gente entende alguma coisa. Um olhar segue nos vigiando lá de cima, esperando a gente abrir os braços pra sorrir pra a gente.

A gente caminha, faz o nosso trabalho, planta, colhe, etc. A gente se encanta por bobagens, aceita um fruto proibido de uma serpente sedutora, mas quer paz. E quer frutos proibidos. Esse planeta rico já foi poeira das estrelas (um astrofísico não negaria essa frase), toda essa matéria animada também. Tudo isso já ardeu numa fornalha no núcleo de uma estrela. Um astrofísico não negaria essa frase.

Olha o computador na tua frente, olha pras tuas mãos ou qualquer coisa que tu possa tocar com elas. Essa matéria: o qq é isso? De que matéria é feita essa matéria?

Um mendigo encardido com os pés cheios de feridas (de tanto caminhar eu acho), fazendo panelinhas perfeitas com restos de latinhas de cerveja, numa esquina escura e suja da cidade-baixa, falou (enquanto fazia mais uma panelinha): "a gente tem que agradecer à Deus pela vida."

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